Pescado desafia a inflação e mantém preços estáveis em fevereiro

O pescado tem conseguido manter uma posição competitiva no cenário das proteínas animais e em meio à inflação geral, como mostram os dados do último Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento, em fevereiro, o grupo apresentou uma deflação de 0,85%, contrastando com as carnes, que tiveram leve alta de 0,08%, e aves e, com um expressivo aumento de 3,6%.

Enquanto a inflação geral do País acelerou para 1,31% no segundo mês do ano, influenciada principalmente pela alta da energia elétrica e do setor de educação, o pescado manteve um ritmo mais estável no acumulado de 12 meses, com variação de apenas -0,1%, bem abaixo das carnes (21,98%) e aves e ovos (10,38%). No ano, o pescado contabiliza alta de 0,85%.

Quaresma deve movimentar o setor

Apesar da retração pontual nos preços em fevereiro, a demanda por pescado tende a crescer nas próximas semanas. Historicamente, o período de Quaresma, que neste ano vai de 5 de março a 17 de abril de 2025, impulsiona as vendas, levando a reajustes nos valores, especialmente em espécies mais consumidas como a sardinha, o salmão e a tilápia.

Entre os itens monitorados, algumas espécies já demonstram sinais de reaquecimento nos preços. A merluza, por exemplo, teve alta de 2,41% em fevereiro, enquanto a tainha registrou um aumento de 2,28%. O caranguejo também se destacou com elevação de 3,59%, acumulando 7,86% no ano. Por outro lado, algumas espécies seguem em queda, como a dourada (-17,1%) e a tilápia (-2,6%).

Inflação acelera para 1,31% em fevereiro, pressionada por alta da energia

Conforme o IBGE, a inflação do País acelerou para 1,31% em fevereiro, após registrar 0,16% no mês anterior. Esta é a maior alta para um mês de fevereiro desde 2003 (1,57%) e a maior taxa desde março de 2022 (1,62%). A alta foi influenciada especialmente pelo aumento de 16,80% na energia elétrica residencial, que exerceu um impacto de 0,56 ponto percentual (p.p.) no índice. Nos últimos doze meses, a taxa ficou em 5,06%, acima dos 4,56% dos 12 meses imediatamente anteriores.

O grupo Habitação, que acelerou de -3,08% em janeiro para 4,44% em fevereiro, exerceu o maior impacto (0,65 p.p.) no índice do mês. “Essa alta se deu em razão do fim da incorporação do Bônus de Itaipu, que concedeu descontos em faturas no mês de janeiro. Com isso, o subitem energia elétrica residencial passou de uma queda de 14,21% em janeiro para uma alta de 16,80% em fevereiro”, explica Fernando Gonçalves, gerente do IPCA.

Por sua vez, o grupo Alimentação e Bebidas, com variação de 0,70% e impacto de 0,15 p.p., desacelerou em relação ao mês de janeiro (0,96%). Entre as altas, destacam-se o ovo de galinha (15,39%) e o café moído (10,77%). No lado das quedas, destacam-se a batata-inglesa (-4,10%), o arroz (-1,61%) e o leite longa vida (-1,04%).

“O café, com problemas na safra, está em trajetória de alta desde janeiro de 2024. Já o aumento do ovo se justifica pela alta na exportação, após problemas relacionados à gripe aviária nos Estados Unidos, e, também, pela maior demanda devido à volta às aulas. Além disso, o calor prejudica a produção, reduzindo a oferta”, esclarece o gerente.

Fonte: seafoodbrasil.com.br



Postado em 20-03-2025 à15 21:21:15

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